Pai buscou apoio de grupo de Overwatch contra assédio sofrido pela filha e a comunidade inteira abraçou a causa!

Boa tarde, NERDs!

 

Como é difícil a maternidade e paternidade nos dias de hoje. Acesso a informação em qualquer canto e de todas as maneiras possíveis. Nossos filhos ficam expostos e, por muitas vezes, não temos controle sobre os males que acontecem no meio virtual.

Aqui vamos contar a história de Eros Reis, um técnico de informática de 37 anos, pai de duas lindas garotinhas. Como hobbie ele mantém ativa a chama da infância e se joga nos games.

Sua filha mais nova, Iris, pegou o gosto do pai. E curte muito jogos arcade, em fliperamas. Que o pai faz questão de levar a filhota.

Iris Reis, filha mais nova de Eros Reis e jogadora de Overwatch

Eros tentou fazer com que a filha conhecesse outros jogos, mas ela só queria saber dos oldschool. Até que, Eros conheceu Overwatch, comprou, apresentou para as filhas e, finalmente, Iris foi fisgada pela nova geração de games. A menina se encantou por duas personagens do game, a Mei e a D.Va (no caso, esta é uma personagem que no game é gamer. Tipo inception gamer.):

“Ela achou personagens que a cativaram e a representam de uma certa maneira, eu acho. Ela gosta da meiguice da Mei e do fato de que a D.Va é uma gamer profissional. Quando ganhou o emote dela, ficou feliz da vida”,

Paizão ficou felizão! E claro, como bom pai, acompanhou a filha jogando. Se divertiu junto com a menina. Pois foi aí que ele notou que, de repente, a filha mudou o comportamento. Ficava triste quando entrava no jogo, já não tinha tanta empolgação:

“Eu perguntei o que havia acontecido ela disse que não era nada. Notei que que haviam crianças falando palavras ofensivas e desrespeitosas para ela no jogo”, contou. “Expliquei para ela que existem pessoas que gostam de ofender as outras para se sentirem poderosas ou extravasar. Falei que é errado e que ela sempre deve me avisar imediatamente quando encontrar pessoas assim”, completou.

Buscando uma solução, Eros foi até a comunidade Overwatch – Brasil, no facebook, e compartilhou com o pessoal o que estava acontecendo. Ele pediu para que o meninas da mesma idade da filha dele a adicionassem no jogo, para elas formarem um grupo:

“Pesquisei e entrei no [grupo do Facebook] Overwatch – Brasil. Logo na primeira coisa que postei já fui surpreendido pela atenção e o carinho de todos. Pouco tempo depois veio a coisa mais gratificante que eu senti em mais de 30 anos jogando, ela rindo e jogando uma partida só de meninas. Não importa se ganharam ou não, elas se divertiram e curtiram o momento. Sou grato a todos que puderam contribuir para isso”

O gamer pai sempre está junto com as filhotas. Se divertindo junto e monitorando também. Zelando para que as filhas possam ter paz na hora do lazer. Ele acredita que games são muito bons para o desenvolvimento da criança. Ele nota a diferença no cotidiano das filhas e como a prática gamer melhora muitas habilidades das meninas:

“Dosado de maneira certa, jogar de maneira certa ajuda a criança a se concentrar em uma determinada tarefa. Ela se esforçando, evolui e tem melhorias nas habilidades motoras e sociais”

Ele também deixa um apelo para a Blizzard, que costuma dar muita atenção à sua comunidade, pedindo um sistema de denúncia para Overwatch para consoles e também pede mais personagens novos… =D

Ele reforça que é muito importante, que nós, mães e pais, possamos passar tempo com nossos filhotes. Conhecendo o mundo deles, interagindo. Vivenciando experiências com nossas filhas e filhos:

“Por favor, deem atenção aos seus filhos. Joguem com eles. Se não gostarem de jogar, fiquem com eles um pouco enquanto jogam. A vida é difícil e corrida, mas passem um tempo com eles. Mostrem às crianças que vocês dão atenção a eles. Monitorem o que elas fazem, mas não invadam sua privacidade. Pensem em como vocês gostariam de ser tratados na idade deles. O tempo passa rápido, aproveitem”

 

É esse tipo de atitude que almejo ver em toda comunidade gamer. Todo mundo se apoiando, se ajudando. Criando espaço, se comunicando. Interagindo. Agindo para agregar. Vamos praticar isso, gamers. Amor em nossas relações virtuais, em nossas hunts. Que a competição seja prazerosa, nunca em tom de disputa. Que nos traga risada e não stress. Estamos jogando para compartilhar alegria, para relaxar, para entretenimento. Ofender outros nos jogadores não nos trará nada. Tratar com desdenho e indiferença, tampouco. Empatia, a gente também tem que ver por aqui.

Fonte: ESPN UOL

Yu
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