The Walking Dead | 7 anos: uma breve análise evolutiva, da HQ para a TV.

Hail, NERDs!

Acho que todos já sabem que a pessoa que vos escreve aqui é mega fã do seriado The Walking Dead. E lá vai um mega aviso, vai ter muito SPOILER neste texto. Portanto, se você não quer saber o que está rolando pois acabou de conhecer a série, não siga adiante.

Pois bem, estou acompanhando “real time” a série da AMC. E em meados de 2014 foi quando comecei a ler a HQ. E claro, há muita diferença. A série começou super parecida com a HQ, sem alguns pesos, pois justamente (e provavelmente) queriam atingir uma maior faixa etária permitida para exibição.

A partir da segunda temporada, começou o distanciamento.

Eu continuei assistindo, claro. Passei a morosa terceira temporada. Assisti a quarta temporada e desisti na metade da quinta temporada.

E porque aconteceu isso? Simples.

Perderam o time na TV. O sucesso subiu na cabeça de um produtor que não faz mais parte da equipe. O cara quase acabou com o seriado. Tinham personagens que não existiam na HQ e que ficaram mais importantes que o próprio Rick Grimes, como é o caso do Daryl Dixon. Tinha personagem, a Andrea, que o cara simplesmente matou sem mais nem menos. Sem enredo nenhum.

Havia cansado da série. Deixei totalmente de lado e fiquei só na HQ. Que me encantou, diga-se de passagem. Tiveram momentos em que eu realmente tive que parar de ler por uns 15 dias por tanta tensão causada. A morte do Gleen na HQ me causou pesadelos. Sério. Fiquei uma semana sonhando com cérebro espalhado por todos os cantos.

E o produtor em questão, felizmente, foi jogado pra fora da turma. E a série na TV continuou rolando e foi quando ouvi que eles haviam chegado em Alexandria. As críticas passaram a ficar melhores e acabei vendo um episódio solto da sexta temporada… Aí me deu vontade de acompanhar de novo.

Pois finalmente Rick estava voltando ao seu cerne.

Ok, ok. Acompanhando todo final da quinta temporada e da sexta…. Vendo o rumo que os produtores estavam dando… Fiquei me perguntando: Como é que eles vão tapar os buracos que eles criaram?

Abrindo um mega parênteses aqui, personagens importantes morreram na TV. Personagens se tornaram muito importantes na TV que nem existem na HQ. E eu tava vendo que o rumo que queriam dar era justamente ir de encontro com Negan (simplesmente o melhor vilão, até agora, de The Walking Dead).

E como chegar até o Negan se a party não estava ajustada e completa?

Michonne na série de TV e Andrea na HQ

Gente… Na TV eles mataram a Andrea! E na HQ ela é a segunda esposa de Rick! Ela é a mãe de criação do Carl! Ela é a sniper do grupo! Ela é a mina foda que dá suporte para todo mundo, uma aliada sem igual que se recusa a morrer. Ela sobrevive, simples assim.

Em contrapartida… A Carol na HQ é uma louca alucinada que abandona a filha para o grupo criar e se entrega para os zumbis!

Estava tudo completamente diferente. Tudo deturpado. Os produtores teriam que costurar os farrapos na unha.

NERDs… Fiquei conjecturando muito o que iria acontecer. Afinal na TV eles tinham uma Carol que cresceu, que amadureceu. E não tinham uma Andrea. Na TV, eles têm a Sasha… Na TV, a Michonne é simplesmente fundamental para o grupo, na HQ ela é uma loba solitária que vem para ser o peso da vitória (tipo o Ikki no Cavaleiros do Zodíaco).

E aí tudo começou a fazer sentido.

Como eu torci para o Rick ficar com a Michonne. Estava tudo tão claro. Todo o apoio e suporte mútuo. Todo o carinho, cuidado e atenção com Carl e Judith. Toda a decisão tomada era conjunta. Ali estava a Andrea da HQ. Muito mais forte. Muito mais poderosa. E lindamente negra para calar a boca de quem achou que o Rick tinha que ficar com a Carol porque ‘combinava’ mais.

Não. Definitivamente não fazia sentido. Justamente porque o cargo de loba solitária na TV ficou para a Carol. A mulher submissa e agredida morreu no apocalipse zumbi. Depois de tudo o que a Carol passou, nasceu ali uma mulher forte. Que sabia o que fazer, na hora certa. Sabia o que fazer mesmo que fosse a coisa mais difícil a ser feita.

A Sasha se tornou a sniper mais fodástica já vista em um ambiente zumbi.

Robert Kirkman

E por graças a ótimas mentes criativas e desafiadoras, com a proteção do deus daquele mundo, sir Robert Kirkman, tudo entrou nos eixos novamente.

Isso explica porque The Walking Dead, em sua sétima temporada, que começou em 2016, ficou entre o Top Five de audiência dos Estados Unidos… Só perdendo para os programas das ligas esportivas de lá e para o Oscar. A audiência foi a maior de todas. O primeiro episódio da sétima temporada foi considerado o melhor episódio de todas as séries que estão rodando atualmente.

Eles conseguiram trazer a essência zumbi de volta.

Claro que não devemos (e nem podemos) desmerecer Negan. O cara que chegou para ficar. Para arrepiar. Para abalar toda a estrutura novamente.

Estou amando odiar o Negan. E, venhamos e convenhamos, caraca: Jeffrey Dean Morgan deu uma vida sem igual para o vilão. O cara pegou o quadro a quadro e deu movimento a coisa toda. Putaqueopariu, os Salvadores estão muito mais ameaçadores do que na própria HQ. Tenho muito mais medo desse grupo na TV do que lendo na HQ. E olha que, como já disse antes, esta temporada da HQ me trouxe fortes emoções.

Porque, né, só podia ser assim em The Walking Dead. Ame o seu personagem favorito e pague o preço do amor. Ame tudo o que aquele grupo de Rick Grimes conquistou e se desespere quando tudo estiver perdido novamente. Fique sem rumo junto com eles. É isso que eles conseguiram fazer, conseguiram inserir a gente naquele grupo de sobreviventes.

E ainda tem o Ezekiel. Sim. Que líder fantástico. Ele é o Mujica do The Walking Dead. E que trouxe outro peso para a série na TV. Khary Peyton assumiu a personalidade de Ezekiel por completo e está atuando magistralmente!

Glenn e Abraham

Menção mais que honrosa para o saudoso Steven Yeun, doeu demais ver o cérebro do Gleen no chão. Chorei mesmo. Foram 7 anos vendo aquele persona deixar de ser um entregador de pizza e se tornar o cara mais especialista em sobrevivência. O amigo mais fiel. O marido mais parceiro. E, com certeza, ele seria um dos melhores pais já vistos em uma série.

Ao Abraham, um adeus com muitos sentimentos. O ruivão foi muito bem interpretado por Michael Cudlitz. Também sentirei falta do nobre e louco soldado.

O grupo continua. As mortes foram perfeitamente justificadas e trouxeram uma força sem igual. Trouxe mais know-how para cada personagem.

Com tudo isso que escrevi quero apenas dizer que estou alegre e satisfeita com o seriado na TV. Que realmente me fisgou de novo. Que estou muito ansiosa para o retorno em fevereiro. E torcendo para que The Walking Dead tenha muitos e muitos anos no porvir. Ao menos a oitava temporada já está confirmada desde o final de 2016 e pelo Robert Kirkman, ele tem história para mais 50 anos… xD

E vocês, NERDs? O que estão achando de todo o seriado? De todas as reviravoltas? Me contem porque estou louca para saber a opinião de vocês…

Yu
Yu
  • Nightwing

    Em qual edição você está atualmente? Infelizmente as últimas edições estão chegando a desejar e tbm tem uma edição que um personagem tem um destino muito clichê.